Um estudo publicado na revista Academia Mental Health and Well-Being investigou a estrutura fatorial dos sintomas do Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em dois grupos etários distintos: adultos emergentes (18 a 25 anos, n = 226) e adultos de faixas etárias mais avançadas (26 a 65 anos, n = 236). A pesquisa, realizada por Rapson Gomez, Shaun Watson e Stephen Houghton, avaliou a aplicabilidade do modelo de dois fatores do DSM-5 — que divide os sintomas em Desatenção (DA) e Hiperatividade/Impulsividade (HI/IM) — por meio da escala Current Symptom Scale (CSS).
Os resultados da Análise Fatorial Confirmatória (CFA) indicaram suporte adequado para o modelo de dois fatores em ambos os grupos de idade. Além disso, a Análise Fatorial Confirmatória de Múltiplos Grupos (MG-CFA) demonstrou forte invariância de mensuração (configural, métrica, escalar e de variância de erro) entre adultos jovens e mais velhos, confirmando que a ferramenta avalia os traços latentes da mesma forma em ambas as populações. O estudo apontou ainda que os adultos emergentes apresentaram pontuações médias latentes significativamente mais elevadas para ambos os fatores (DA e HI/IM) em comparação aos adultos mais velhos.
Autores: Rapson Gomez, Shaun Watson e Stephen Houghton.
Revista: Academia Mental Health and Well-Being.
Competências Socioemocionais, Mindfulness e a Influência Cultural na Felicidade
Publicado na revista Academia Mental Health and Well-Being, o estudo de Bhoj Balayar e Michael Langlais analisou a relação entre as competências socioemocionais (SECs), a prática de mindfulness e os níveis de felicidade subjetiva em uma amostra de 224 adultos emergentes do Nepal (n = 70) e dos Estados Unidos (n = 154). A pesquisa avaliou também se o engajamento em redes sociais (social media engagement) e a orientação cultural atuam como moderadores dessa relação.
A análise de regressão hierárquica revelou que tanto as competências socioemocionais quanto a atenção plena (mindfulness) possuem associações diretas e positivas com a felicidade subjetiva. Por outro lado, um nível elevado de engajamento em redes sociais apresentou relação direta negativa com o bem-estar. O estudo identificou que nem o mindfulness nem o tempo em redes sociais moderaram de forma significativa a relação entre SECs e felicidade. Contudo, a orientação cultural demonstrou um efeito moderador estatisticamente relevante: participantes norte-americanos com elevadas competências socioemocionais relataram os maiores níveis de felicidade, enquanto entre os participantes nepaleses os níveis de felicidade mantiveram-se relativamente estáveis independentemente das pontuações em SECs.
Autores: Bhoj Balayar e Michael Langlais.
Revista:Academia Mental Health and Well-Being.
Atualização Metodológica sobre o Uso de Animais de Laboratório na Neurociência
Em uma errata publicada na revista Academia Neuroscience and Brain Research, os pesquisadores Mario Treviño e Oscar Arias-Carrión corrigiram referências citadas na legenda da Figura 1 do artigo original sobre trajetórias históricas e restrições no uso de animais em pesquisas de neurociência. O texto corrigido detalha tendências de longo prazo no uso de animais de laboratório em diversos países industrializados desde meados do século XX. Os dados normalizados indicam um aumento acentuado do uso na metade do século XX, um pico seguido de estabilização durante a década de 1970 e um declínio sustentado nas décadas subsequentes, atingindo entre 20% e 40% dos níveis de pico nos anos 2020.
Autores: Mario Treviño e Oscar Arias-Carrión.
Revista: Academia Neuroscience and Brain Research.

