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Esclerose Múltipla: Como é realizado o diagnóstico e tratamento

por Redação CPAH

Coluna de Dr. Fabiano de Abreu Agrela 

A Esclerose Múltipla é uma patologia autoimune crônica que afeta o cérebro, medula espinhal e nervos ópticos do paciente, ela age prejudicando o envio e recebimento de sinais nervosos ao tratar a bainha de mielina – capa protetora do tecido adiposo que protege as células nervosas – como uma ameaça, resultando em um processo conhecido como desmielinização.

No estudo “Esclerose Múltipla e tratamentos” publicado na Revista Multidisciplinar de Ciência Latina, analiso mais profundamente a patologia, através de uma revisão da literatura, suas causas, o procedimento realizado para diagnosticá-la e o seu tratamento.

A condição possui causas multifatoriais, sofrendo influência da genética, pouca exposição ao sol por períodos prolongados, infecções virais, obesidade, tabagismo, entre outros, podem ajudar a desencadear a patologia. Seus sintomas podem variar bastante a depender do avanço da doença, os mais comuns são fadiga, redução da coordenação motora, visão dupla ou borrada, dormência, espasmos e rigidez muscular e problemas de memória.

Para diagnosticar a patologia é seguido normalmente um procedimento formado por duas etapas básicas, a avaliação clínica e a avaliação dos estímulos do sistema nervoso através de testes físicos, o uso da Ressonância Magnética também pode ser importante ao revelar as áreas do cérebro onde ocorre o processo de desmielinização.

Após seu diagnóstico é dado início ao tratamento o quanto antes, ele pode variar, mas geralmente são utilizados corticoides para inibir o sistema imunológico para abrandar os sintomas, o consumo de ácidos graxos EPA e DHA, bem como a inclusão de atividades físicas e inclusão de alimentos anti-inflamatórios na dieta são recomendados.

Há também a possibilidade da utilização de lítio no tratamento da esclerose múltipla ou doenças neurodegenerativas que ocorrem em decorrência dela, o  que de acordo com um estudo de Oxford possui 97% de chances de ocorrer.

A hipótese do uso do lítio é reforçadas por estudos, como o “Evaluation of lithium serum level in multiple sclerosis patients”, que demonstrou ou aumento da produção de óxido nítrico recorrente-remitente, além de um maior número de concentrações séricas de lítio no grupo controle que em relação aos demais, o que é afastado por outros estudos que não apontam diferenças significativas no seu uso.

Devido a suas grandes chances de desenvolver doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, também é indicada a realização de tarefas que estimulem a neuroplasticidade cerebral como jogos de lógica e leitura, além de não usar substâncias químicas, como drogas, incluindo maconha e álcool.

ISSN: 2763-6895

Prefixo DOI: 10.56238

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