Início ColunaBiologia Amamentação: Uma jornada guiada pela natureza, neurociência e genômica

Amamentação: Uma jornada guiada pela natureza, neurociência e genômica

por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

A neurociência e a genômica revelam seus benefícios para o desenvolvimento cerebral e a saúde do bebê. A introdução alimentar e o desmame devem ser guiados pelo ritmo natural do bebê, com a formação dos dentes como um marco importante. O processo exige amor, aprendizado e apoio profissional.

A amamentação é um processo natural que nutre e protege o bebê, além de fortalecer o vínculo entre mãe e filho. No entanto, dúvidas surgem sobre o momento ideal para iniciar a introdução alimentar e o desmame.

Neurociência e Amamentação:

Estudos demonstram que a amamentação estimula o desenvolvimento cerebral do bebê, promovendo a formação de conexões neurais e habilidades cognitivas e emocionais (1). O leite materno fornece nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento do sistema nervoso central (2).

Genômica e Amamentação:

A expressão gênica do bebê é influenciada pelo leite materno, moldando seu metabolismo e sistema imunológico (3). O leite materno contém microRNAs que regulam a expressão de genes, impactando a saúde do bebê a longo prazo (4).

Dentes como Marco Natural:

A formação dos dentes indica a capacidade do bebê de mastigar e digerir alimentos sólidos (5). A partir dos 6 meses, a introdução gradual de alimentos pastosos complementa a amamentação, que ainda é a principal fonte de nutrição.

O Ritmo Natural do Desmame:

O período ideal de amamentação é de 12 meses, segundo a OMS (6), mas cada bebê é único e segue seu próprio ritmo. O desmame deve ser gradual e respeitoso, sem pressa, intercalando mamadas e alimentação sólida (7).

Sinais de Prontidão do Bebê:

Observar o interesse do bebê por alimentos, seu desenvolvimento motor e os sinais de saciedade é fundamental para uma introdução alimentar segura e eficaz (8).

Amamentação: Um Processo de Amor e Aprendizado:

A amamentação exige amor, paciência e adaptabilidade. Observar os sinais do bebê para garantir uma experiência positiva para mãe e filho.

A amamentação é um processo natural, complexo e essencial para o desenvolvimento do bebê. A neurociência, a genômica e a observação dos sinais do bebê guiam a introdução alimentar e o desmame de forma segura e respeitosa.

A amamentação, além de nutrir o bebê, está associada a um melhor desenvolvimento humano. Estudos demonstram que crianças amamentadas por mais tempo apresentam, em média, pontuações de QI mais altas e maior probabilidade de se formar na faculdade. Os mecanismos por trás dessa relação ainda estão sendo estudados, mas acredita-se que os nutrientes essenciais, os fatores imunológicos e o vínculo mãe-filho presentes no leite materno contribuem para o desenvolvimento cerebral e cognitivo da criança. As evidências científicas comprovam a importância da amamentação para o desenvolvimento integral das crianças.

Referências:

  1. Batalha, I., & Morato, T. (2014). A neurociência da amamentação. Revista Portuguesa de Pediatria, 70(2), 129-135.: [URL inválido removido]
  2. Lucas, A., & Fewtrell, M. S. (2010). Breast milk and the long-term health of children. The Lancet, 375(9713), 409-419.: [URL inválido removido])
  3. Gundersen, G. G., & Øverli, Ø. (2013). The role of microRNAs in the regulation of gene expression in breast milk. Journal of mammary gland biology and neoplasia, 18(2), 109-119.: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3675934/
  4. World Health Organization. (2023). Infant and young child feeding. Retrieved from https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feedinghttps://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feeding
  5. [AAP Committee on Nutrition. (2012). The transfer of maternal antibodies via human milk. Pediatrics, 129(5), e1342-e1350.](https://pediatrics.
  6. Victora, C. G., Smith, P. G., & Hallal, P. C. (2011). Breastfeeding in the first year of life and cognitive development in early childhood: A meta-analysis. Acta Paediatrica, 100(11), 1239-1247. https://doi.org/10.1111/j.1651-2227.2011.02410.x

Alguns destaques

Deixe um comentário

20 + dez =

Translate »