Início ColunaBem Estar Por que ficamos resfriados? Desvendando a origem, a vida e a persistência do vírus influenza

Por que ficamos resfriados? Desvendando a origem, a vida e a persistência do vírus influenza

Mas de onde ele vem? Como ele se propaga? E qual o impacto do clima, da temperatura, da chuva e do vento em sua sobrevivência?

por Redação CPAH

O resfriado, um incômodo que acompanha a humanidade há séculos, é causado por uma série de vírus, sendo o influenza um dos mais prevalentes. Mas de onde ele vem? Como ele se propaga? E qual o impacto do clima, da temperatura, da chuva e do vento em sua sobrevivência?

A Origem Misteriosa:

A origem do vírus influenza ainda é um mistério, mas a teoria mais aceita aponta para o RNA como a chave para desvendar esse enigma. Acredita-se que o vírus tenha se originado a partir do RNA de aves selvagens aquáticas, como patos e gansos. Através de mutações e recombinações, o vírus se adaptou e se tornou capaz de infectar humanos.

A Jornada do RNA:

O RNA, ou ácido ribonucleico, é uma molécula essencial para a vida. Sua origem ainda é incerta, mas as hipóteses mais plausíveis sugerem que ele tenha se originado a partir de moléculas simples presentes na Terra primitiva ou através da transcrição do DNA. A hipótese da abiogênese propõe que o RNA se originou de moléculas simples presentes na Terra primitiva, como aminoácidos e nucleotídeos. Experimentos demonstram que, em condições específicas, é possível a formação de moléculas de RNA a partir desses precursores.

Outra possibilidade é que o RNA tenha se originado a partir do DNA, que já existia antes do RNA. O DNA é uma molécula mais estável que o RNA e possui um código genético que armazena as instruções para a formação de proteínas. Através da transcrição, o DNA é copiado em RNA mensageiro (RNAm), que é então traduzido em proteínas nos ribossomos.

O RNA também pode ter se originado através de outros mecanismos, como a replicação de vírus RNA ou a síntese artificial em laboratório.

A Vida do Vírus:

O vírus influenza se replica dentro das células do corpo humano, causando os sintomas clássicos do resfriado, como dor de garganta, tosse, coriza e febre. O tempo de vida do vírus dentro do corpo varia, mas geralmente é de 3 a 7 dias.

Clima, Temperatura e Vento:

O vírus influenza sobrevive melhor em ambientes frios e secos, com temperaturas entre 0°C e 10°C. Nessa temperatura, o vírus se mantém estável por horas e até dias. A baixa umidade facilita a suspensão das gotículas respiratórias no ar, aumentando o risco de contágio.

O vento pode ter um impacto duplo na transmissão do vírus:

  • Dispersão: O vento forte pode dispersar as gotículas respiratórias por longas distâncias, aumentando o risco de inalação do vírus.
  • Diluição: Em ambientes abertos, o vento pode ajudar a diluir as gotículas respiratórias no ar, reduzindo o risco de contágio.

Tamanho das Gotículas e Tempo no Ar:

  • Gotículas maiores (> 5 micrômetros): Caem no chão rapidamente (em até 30 minutos).
  • Gotículas menores (< 5 micrômetros): Podem permanecer no ar por horas, especialmente em ambientes fechados.

Transmissão e Propagação:

O vírus influenza é altamente contagioso e se transmite principalmente através das gotículas respiratórias expelidas ao tossir ou espirrar. O contato com superfícies contaminadas também pode ser uma via de transmissão.

Chuva e Proliferação:

Em geral, a chuva tende a aumentar a umidade do ar. Isso ocorre porque a água evaporada do solo e das plantas se junta ao vapor de água já presente no ar, aumentando a quantidade de vapor de água por metro cúbico de ar.

No entanto, a umidade pode ser menor durante a chuva em algumas situações:

  • Chuva forte: A chuva forte pode levar à formação de correntes de ar ascendentes, que transportam o vapor de água para altitudes mais elevadas, onde a temperatura é mais baixa e o ar é mais seco.
  • Ar seco antes da chuva: Se o ar estiver muito seco antes da chuva, a quantidade de água evaporada pode ser insuficiente para aumentar a umidade do ar significativamente.

O tempo chuvoso geralmente é acompanhado de outros fatores que favorecem a transmissão do vírus, como:

  • Maior tempo em ambientes fechados: Aumento do contato próximo entre as pessoas.
  • Baixa umidade: Facilita a suspensão das gotículas respiratórias no ar.
  • Ressecamento das mucosas: Facilita a entrada do vírus no organismo.

Prevenção e Controle:

As medidas de prevenção contra o resfriado são simples, mas eficazes:

  • Vacinação: A vacina contra a gripe é a melhor forma de prevenir a infecção.
  • Lavar as mãos frequentemente: Com água e sabão, ajuda a eliminar o vírus.
  • Higiene respiratória: Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar.
  • Evitar aglomerações: Reduzir o risco de contato com o vírus.
  • Mantenha os ambientes ventilados: Reduzir a concentração de vírus no ar.

Ao compreender a origem, a vida, as características e o comportamento do vírus influenza em diferentes condições climáticas, podemos tomar medidas eficazes para prevenir o resfriado e proteger a nossa saúde. As medidas de prevenção, como a vacinação, a higiene e o conhecimento sobre a influência do clima e do vento, são essenciais para evitar a transmissão do vírus e reduzir o impacto do resfriado na nossa vida.

Fontes de Informação:

CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito

O CPAH, que significa Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, é uma instituição dedicada à excelência em pesquisas, laboratório avançado, formação de pesquisadores, publicação de revista científica, recolocação profissional, registro de método, capacitação profissional e oferta de cursos especializados.

Destacamo-nos como os criadores do inovador projeto GIP – Genetic Intelligence Project, pioneiro na elaboração do primeiro relatório de inteligência por meio de testes genéticos, proporcionando uma estimativa precisa do QI humano.

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