Principais diferenças entre autistas com e sem SEDh

Foto de Japheth Mast na Unsplash

A principal diferença entre autistas com a Síndrome de Ehlers-Danlos Hipermóvel (SEDh) e autistas sem a síndrome está nas características físicas e nas comorbidades associadas. Embora o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a SEDh compartilhem algumas dificuldades sensoriais e neurológicas, a presença da SEDh adiciona sintomas musculoesqueléticos, gastrointestinais e autonômicos.

Resumo das principais diferenças

• Autistas com SEDh tendem a ter mais problemas físicos, como dor crônica, fadiga, hipermobilidade articular e instabilidade autonômica.
• Os problemas gastrointestinais e circulatórios são mais intensos no grupo com SEDh.
• A regulação sensorial pode ser ainda mais difícil, pois há dor física associada à hipermobilidade e pele sensível.
• A fadiga e a disautonomia tornam tarefas diárias mais difíceis, podendo levar a maior exaustão e dificuldades na vida cotidiana.

Por que essas diferenças ocorrem?

A SEDh afeta o colágeno, que está presente não apenas na pele e articulações, mas também em órgãos internos e no sistema nervoso. Isso pode levar a:
• Maior fragilidade tecidual, causando dores e instabilidade nas articulações.
• Problemas no sistema nervoso autônomo, causando disautonomia (tontura, desmaios, taquicardia, pressão baixa).
• Problemas gastrointestinais devido à disfunção do tecido conjuntivo no trato digestivo.

Conclusão

Se uma pessoa autista também apresenta hipermobilidade articular, dor crônica, fadiga extrema e sintomas gastrointestinais ou cardiovasculares inexplicáveis, pode ser importante avaliar a possibilidade de SEDh. O diagnóstico deve ser feito por um geneticista ou reumatologista.

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