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O Significado Neuropsicológico do Ato de Presentear em Excesso como Marcador de Padrões de Personalidade

por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Por: Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

O ato de oferecer presentes pode transcender a interpretação superficial de generosidade, funcionando como expressão de estratégias relacionais estruturadas por padrões de personalidade. Quando a frequência e a intensidade do comportamento se destacam em contraste com o contexto relacional, torna-se relevante analisá-lo à luz dos transtornos de personalidade do grupo B, notadamente o Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN) e o Transtorno de Personalidade Histriônica (TPH), cuja manifestação envolve teatralização afetiva e manipulação por reforço externo.

No TPN, o presente pode não ser um ato de empatia ou altruísmo, mas um instrumento de controle e manutenção do autoconceito grandioso. A entrega do presente visa o retorno emocional e simbólico, operando como mecanismo de retroalimentação do ego. Esse comportamento é sustentado por um perfil neurobiológico em que a conectividade do córtex pré-frontal medial com estruturas límbicas se mostra alterada, reduzindo a responsividade à empatia e à reciprocidade afetiva (Schulze et al., 2013).

No TPH, o presentear aparece como comportamento de ativação emocional e de busca por atenção. A necessidade de constante estimulação e aprovação externa leva o indivíduo a gestos que aparentam generosidade, mas são modulados por baixa tolerância à inibição afetiva e pela dramatização de vínculos, típica de estruturas cerebrais hiperreativas ao julgamento social.

Em contraposição, sujeitos que não exibem esses padrões de dramatização e validação externa tendem a expressar seu valor social por meios imateriais, como ideias, escuta, presença estratégica ou produção simbólica. Esses comportamentos, frequentemente associados a altos níveis de consciência autorreferencial e autocontrole, sugerem perfis com maior integração funcional entre os sistemas límbico e executivo, favorecendo a internalização do valor das relações e a recusa à teatralização.

Portanto, o ato de presentear em excesso deve ser analisado não como um traço isolado, mas como expressão de uma arquitetura cognitivo-emocional que, em determinadas condições, pode sinalizar disfunções adaptativas no campo afetivo e social. A observação clínica exige cautela na interpretação e exige correlação com padrões de repetição, coerência narrativa e motivação relacional.

Referências (ABNT):

SCHULZE, L. et al. Neural correlates of empathy in borderline personality disorder, antisocial personality disorder and narcissistic personality disorder. Neuroscience and Biobehavioral Reviews, v. 37, n. 8, p. 2291–2303, 2013. DOI: https://doi.org/10.1016/j.neubiorev.2013.03.018.

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-5. 5. ed. Arlington: APA, 2013.

MONTARE BEHAVIORAL HEALTH. Histrionic Personality Disorder. Disponível em: https://montarebehavioralhealth.com/blog/histrionic-personality-disorder/. Acesso em: 25 abr. 2025.

PSYCHOLOGY TODAY. Beware of Narcissists Giving Gifts. Disponível em: https://www.psychologytoday.com/us/blog/lifetime-connections/201608/beware-of-narcissists-giving-gifts-strings-are-attached. Acesso em: 25 abr. 2025.

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