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Novo estudo revela potencial terapêutico dos Cogumelos Psicodélicos

Essa descoberta abre novas perspectivas no tratamento de transtornos psiquiátricos, oferecendo esperança para aqueles que não respondem aos tratamentos convencionais.

por Redação CPAH

Uma pesquisa inovadora liderada pelo estudante de doutorado Orr Shahar, em colaboração com o Dr. Alexander Botvinnik, revelou resultados promissores sobre o uso terapêutico dos cogumelos psicodélicos.

O estudo, recentemente publicado, descobriu que o extrato de cogumelo contendo psilocibina exibe um efeito mais potente e duradouro na plasticidade sináptica em comparação com sua contraparte sintética. Essa descoberta abre novas perspectivas no tratamento de transtornos psiquiátricos, oferecendo esperança para aqueles que não respondem aos tratamentos convencionais.

Segundo o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, Pós PhD em Neurociências e Mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, “a pesquisa destaca o potencial revolucionário dos compostos psicodélicos naturais na neuroplasticidade e no tratamento de doenças mentais”.

Os principais pontos do estudo incluem:

1. Neuroplasticidade Aprimorada: O extrato de cogumelo demonstrou um impacto mais forte e prolongado na plasticidade sináptica, oferecendo potencialmente benefícios terapêuticos únicos.

2. Diferenças no Perfil Metabólico: Análises metabólicas revelaram perfis metabólicos distintos entre o extrato de cogumelo e a psilocibina sintética, indicando a influência única do primeiro no estresse oxidativo e nas vias de produção de energia.

3. Viabilidade de Cultivo Controlado: Apesar dos desafios na produção de extratos naturais consistentes, o cultivo controlado de cogumelos oferece uma abordagem promissora para replicar extratos para uso medicinal.

Essa descoberta destaca a importância da pesquisa contínua sobre compostos psicodélicos naturais e seu potencial terapêutico. À medida que mais estudos são conduzidos, a esperança é que novas opções de tratamento surjam para aqueles que sofrem de doenças mentais resistentes aos tratamentos convencionais.

O Dr. Fabiano de Abreu Agrela concluiu: “À medida que exploramos novos horizontes na medicina, é vital considerar abordagens inovadoras e baseadas na natureza para enfrentar os desafios de saúde mental da nossa sociedade. Esta descoberta é um passo significativo na direção certa”.

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