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Cefaleias Tensionais: Uma dor de cabeça com muitas especificidades

por Redação CPAH

Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela

As dores de cabeça são um dos tipo de dor mais comum, elas causam desconforto e prejudicam a qualidade de vida, mas fora os seus tipos mais amplamente difundidos, como a enxaqueca, a cefaleia tensional é bastante comum e possui especificidades que podem ajudar a distingui-la.

A cefaleia tensional é comumente descrita como a sensação de ter a cabeça apertada por uma faixa nos lados ou na parte de trás,o que gera uma dor maçante de compressão que pode se estender em alguns casos aos músculos do couro cabeludo, pescoço e ombro.

Elas podem ser divididas em dores de cabeça do tipo episódica, quando ocorre com frequência menor que 15 dias por mês ou crônica, quando ocorre com maior frequência e duração, que pode levar horas ou até mesmo dias de forma contínua, diferentemente de outros tipos de cefaleia, as tensionais normalmente não aumentam sua intensidade com a prática de atividades físicas.

Seu diagnóstico consiste basicamente em uma avaliação médica com exame físico e análise dos sintomas apresentados, no entanto, também pode ser necessária a realização de ressonâncias magnéticas ou tomografias computadorizadas para descartar outras hipóteses para a causa das dores.

As causas da cefaleia tensional ainda não são totalmente compreendidas, mas alguns profissionais já apontam a ação de músculos da parte de trás da cabeça e do pescoço que se contraem e tensionam em resposta a estímulos de estresse ao surgimento da condição, teorias recentes também relacionam a cefaleia tensional com alterações nos níveis de serotonina no cérebro, no entanto, alguns fatores de risco podem ser identificados, como insônia e distúrbios do sono, estresse, dor em outras regiões da cabeça ou pescoço, abuso de álcool ou tabagismo e fadiga ocular.

O tratamento de cefaleias tensionais utilizam a administração de analgésicos, no caso de dores mais leves ou moderadas, massagens na região também podem ser utilizadas, mas quando o quadro é mais grave ou crônico e em alguns casos específicos, o uso de analgésicos ou cafeína pode aumentar sua incidência, para esses casos também podem ser utilizadas intervenções psicológicas e comportamentais com técnicas de gestão do estresse e uso de medicamentos para enxaqueca.

Sobre Dr. Fabiano de Abreu

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, é um Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society e Membro da Society for Neuroscience (USA) e da APA – American Philosophical Association, Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membro-sócio da APBE – Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva e da SPCE – Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação. Membro Mensa, Intertel e TNS.

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