Início ColunaNeurociências A Importância da respiração nasal no desenvolvimento da fala e saúde infantis

A Importância da respiração nasal no desenvolvimento da fala e saúde infantis

Esta via não só filtra, umedece e aquece o ar inspirado, mas também favorece o correto posicionamento e funcionamento dos órgãos fonoarticulatórios.

por Redação CPAH

A respiração é uma função vital que, em condições ideais, é realizada pelo nariz. Esta via não só filtra, umedece e aquece o ar inspirado, mas também favorece o correto posicionamento e funcionamento dos órgãos fonoarticulatórios. Entretanto, a respiração oral, que pode surgir devido a obstruções nas vias aéreas superiores ou por hábitos inadequados, resulta em diversas complicações, incluindo impactos significativos no desenvolvimento da fala, socialização e qualidade de sono das crianças.

O estudo de Hitos et al. (2013), intitulado “Respiração oral e alterações de fala em crianças”, oferece insights valiosos sobre como a respiração oral pode afetar adversamente a fala em crianças. Segundo a pesquisa, 31,2% dos pacientes avaliados apresentaram alterações na fala, independentemente do tipo de respiração (oral ou mista). As alterações mais comuns incluíam a interposição de língua (53,3%), seguida por trocas articulatórias (26,3%) e o ceceio frontal (21,9%). Essas alterações são frequentemente acompanhadas de hipotonia dos músculos da face e língua, resultando em dificuldades na articulação de certos sons (Hitos et al., 2013).

Ademais, a respiração oral pode prejudicar a qualidade do sono e a alimentação das crianças. A qualidade do sono é essencial para o desenvolvimento cognitivo e físico, e distúrbios do sono frequentemente associados à respiração oral, como a apneia obstrutiva do sono, podem afetar negativamente a atenção, a memória e o desempenho escolar. A alimentação também pode ser comprometida devido à posição inadequada da língua e a uma menor eficiência na mastigação e deglutição, impactando o estado nutricional e o desenvolvimento geral da criança.

Portanto, é crucial a identificação precoce e o tratamento da respiração oral. Intervenções como a remoção de adenoides ou amígdalas hipertrofiadas, tratamento de alergias que contribuem para a obstrução nasal, e terapia fonoaudiológica para correção de hábitos inapropriados de respiração e fala são fundamentais. A abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo otorrinolaringologistas, pediatras, alergistas, odontopediatras e fonoaudiólogos, garantindo assim um desenvolvimento saudável e pleno para a criança.

Conclusão: A respiração oral é uma condição que transcende o desconforto físico, afetando profundamente o desenvolvimento da fala, a socialização e a aprendizagem das crianças. Seu tratamento e correção são essenciais para evitar ou minimizar impactos duradouros na vida das crianças e promover uma melhor qualidade de vida.

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