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Vacinas baseadas em DNA que simulam vírus mostram potencial

Esta metodologia se distingue por evitar as respostas imunes inespecíficas frequentemente geradas por vacinas baseadas em proteínas, focando exclusivamente no antígeno de interesse sem provocar respostas imunológicas adversas.

por Redação CPAH

Um time de cientistas do MIT e do Instituto Ragon, uma colaboração envolvendo MGH, MIT e Harvard, avançou no desenvolvimento de vacinas utilizando partículas de entrega de DNA que imitam a configuração viral para induzir uma resposta imune eficaz contra o SARS-CoV-2, conforme demonstrado em experimentos com roedores.

Esta nova vacina, aplicada em modelos de roedores, utiliza uma construção de DNA que abriga múltiplas réplicas de um antígeno viral, seguindo a estratégia de vacinas de partículas similares a vírus. Esta metodologia se distingue por evitar as respostas imunes inespecíficas frequentemente geradas por vacinas baseadas em proteínas, focando exclusivamente no antígeno de interesse sem provocar respostas imunológicas adversas.

“O uso de DNA neste contexto evita a produção de anticorpos que poderiam distrair a resposta imune do antígeno alvo,” relata Mark Bathe, do MIT. “Isso permite um direcionamento imunológico mais preciso e efetivo ao antígeno visado, potencializando a eficácia da vacina.”

A técnica revela um caminho promissor não somente para combater o SARS-CoV-2 mas também na criação de vacinas contra agentes patogênicos desafiadores como o HIV e o vírus da gripe, através da geração de uma resposta prolongada de células B, que são essenciais na produção de anticorpos.

A pesquisa, divulgada na Nature Communications, conta com contribuições de especialistas como Eike-Christian Wamhoff, Larance Ronsard, Jared Feldman, Grant Knappe e Blake Hauser, liderados por Bathe, Daniel Lingwood e Aaron Schmidt.

Esta inovação não só replica a densidade antigênica encontrada em vírus reais, potencializando uma resposta imune mais intensa, mas também supera limitações das vacinas convencionais ao evitar respostas imunes contra a própria plataforma da vacina, um problema recorrente em métodos que empregam proteínas como veículo.

Essa abordagem inovadora promete transformar as estratégias de vacinação contra uma variedade de patógenos, com apoio financeiro de instituições como os Institutos Nacionais de Saúde, a National Science Foundation e o programa Fast Grants, marcando um avanço significativo na ciência imunológica e na saúde global.

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