Início Coluna Lesões cerebrais em jogadores são frequentes e podem ser fatais (mas pouco se fala nisso)

Lesões cerebrais em jogadores são frequentes e podem ser fatais (mas pouco se fala nisso)

Danos causados ao cérebro dos jogadores podem causar sequelas permanentes

por Redação CPAH

Por Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigue

Sou um ferrenho defensor da prática de esporte como benéfica para a sua saúde como um todo, no entanto, para colher apenas os benefícios da prática é importante que haja toda a segurança necessária para isso, o que nem sempre ocorre.

A falta de proteção dos jogadores pode causar lesões cerebrais graves, como concussões, demência pugilística e até mesmo a morte, tudo isso, normalmente causado por falhas na segurança, como o caso do jovem jogador de hóquei, Timur Faizutdinov, que faleceu após ser atingido por um disco em uma parte da cabeça não coberta pelo capacete, o que causou uma alteração no seu fluxo sanguíneo cerebral.

As concussões também são bastante perigosas e muito frequentes em diversos tipos de esportes, recentemente, a NFL – Liga esportiva profissional de futebol americano nos Estados Unidos – esteve no centro de uma polêmica sobre uma concussão sofrida pelo jogador Tua Tagovaiola, que fez com que seu protocolo para lidar com esse tipo de caso fosse investigado.

Esse tipo de lesão pode variar de sintomas passageiros a sequelas crônicas, como enxaqueca, confusão mental, amnésia, dificuldade de fala, irritabilidade, entre outros, além disso, segundo um estudo recente, mais de 90% dos ex-jogadores de futebol americano possuem demência pugilística, condição normalmente observada em jogadores de boxe.

É chocante notar que mesmo diante de todos esses casos e estudos que demonstram a gravidade da situação ainda há resistência na revisão de protocolos de segurança por parte das organizadoras de grandes eventos, o que deveria ser feito com urgência para evitar novos casos. 

Sobre o Dr. Fabiano de Abreu

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, é um Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society e Membro da Society for Neuroscience (USA) e da APA – American Philosophical Association, Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membro-sócio da APBE – Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva. Membro Mensa, Intertel e TNS.

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