Início Produções Científicas Estudos americanos afirmam que ser bilíngue muda a arquitetura do cérebro

Estudos americanos afirmam que ser bilíngue muda a arquitetura do cérebro

por Redação CPAH

Estudos publicados pela Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, certificam que o bilinguismo, uso concomitante de duas línguas por um falante, tem diversas consequências cognitivas, e o simples ato de decidir, entre dois idiomas, qual palavra será usada, já serve como um exercício para o cérebro. 

É chamado de “convergência das línguas” quando alguém que fala dois idiomas sente que as palavras se embaralham em sua cabeça. De acordo com o estudo, esse processo gera uma certa “competição” entre todas as informações já absorvidas linguisticamente. Ainda que seja para escolher uma mera palavra, a mudança de um idioma para o outro necessita de um certo esforço, ainda que o indivíduo seja fluente em ambas as línguas. 

Dessa forma, é normal que pessoas bilíngues se sintam um pouco fatigadas ao se comunicarem em outro idioma que não seja sua língua materna. Porém, o desafio cognitivo constantemente enfrentado por esses indivíduos pode ser responsável por uma melhora observada na capacidade de filtrar informações desnecessárias, auxiliando na tomada de decisões. 

A pesquisa mostra que aprender uma segunda língua altera a forma como o indivíduo pensa o seu primeiro idioma, sua língua materna, já que não existem dois cérebros monolíngues funcionando ao mesmo tempo. Então, ainda que a pessoa possa sentir um cansaço ou uma certa confusão na escolha das palavras, isso apenas demonstra que o órgão está trabalhando para ser cada vez mais eficiente. 

Alguns destaques

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