Início Produções Científicas Impacto do isolamento devido à COVID-19 em indivíduos com enxaqueca na Índia

Impacto do isolamento devido à COVID-19 em indivíduos com enxaqueca na Índia

por Redação CPAH

Princípios

  • A pandemia e o isolamento devido à COVID-19 resultaram em aumento da gravidade e frequência da cefaleia, redução do acesso aos serviços de saúde e medicamentos, e diminuição da qualidade de vida.

Por que isso importa

  • Os sistemas de saúde em todo o mundo foram significativamente afetados pela sobrecarga causada pela pandemia da COVID-19.
  • Este estudo destaca o amplo e debilitante impacto do isolamento em indivíduos com enxaqueca, e expõe a necessidade de melhorar o acesso aos serviços de saúde, potencialmente por consulta remota.

Desenho do estudo

  • Objetivo: avaliar o impacto do isolamento durante a pandemia da COVID-19 na atividade de doença da enxaqueca, acessibilidade aos serviços de saúde e qualidade de vida na Índia.
  • Esta foi uma pesquisa realizada pela internet com indivíduos com idade ≥ 18 anos apresentando enxaqueca e outros tipos de cefaleia (n = 5.694).
  • O questionário anônimo consistiu em 50 itens divididos em cinco seções: i) dados demográficos; ii) triagem para enxaqueca; iii) características da enxaqueca dias/mês, duração, gravidade, tratamento agudo e preventivo para enxaqueca antes da pandemia; iv) impacto da pandemia e isolamento sobre a enxaqueca; e v) impacto da pandemia e isolamento sobre a qualidade de vida, e acesso aos serviços de saúde e medicamentos.
  • A qualidade de vida foi classificada em uma escala Likert de 5 pontos, com 0 indicando qualidade de vida “muito ruim” e 5 indicando “muito boa”.

Principais resultados

  • O número médio de dias com enxaqueca antes da pandemia foi de 7,24 (faixa: 0,5–30).
  • Aproximadamente metade (51,3%) dos participantes relatou piora da enxaqueca durante o isolamento. Foram observados aumentos na frequência de crises (95,6%), dias com cefaleia (95,1%), duração da cefaleia (89,9%) e gravidade da cefaleia (88,1%), e a maioria (85,1%) sentiu que a piora da enxaqueca foi causada pelo isolamento.
  • Os motivos citados para a piora da enxaqueca induzida pelo isolamento incluíram ansiedade devido à COVID-19 (79,8%), preocupações financeiras (60,9%), impossibilidade de sair para relaxar (51,6%) e impossibilidade de buscar assistência médica (51,6%) ou medicações (48,9%).
  • Apenas 28,3% dos participantes puderam entrar em contato com seu médico durante o isolamento por meio de consultas presenciais (40,6%), telefone/celular (53,6%), sala de bate-papo (10,8%), SMS (9,3%), videoconferência (6,8%) e e-mail (2,9%). A maioria (86%) dos participantes ficou satisfeita com o atendimento virtual.
  • Houve diferenças significativas nas pontuações de qualidade de vida entre pacientes com e sem enxaqueca, com má qualidade de vida relatada por 24,2% dos indivíduos com enxaqueca em comparação a 5,6% entre aqueles sem enxaqueca (p < 0,0001).
  • Os autores concluíram que o isolamento devido à COVID-19 tem sido debilitante para indivíduos com enxaqueca, com aumento da frequência e gravidade da enxaqueca, bem como redução da qualidade de vida.

Limitações

  • O desenho do estudo dependente da internet pode introduzir viés de seleção.
  • Estresse e uso abusivo de medicamentos não foram avaliados.

Fonte: Neurodiem

Alguns destaques

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