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Novos dispositivos e o avanço da estimulação cerebral profunda

por Redação CPAH

Diferentes dispositivos têm permitido melhorar o cuidado ao paciente com distúrbios de movimento nos últimos anos, sendo uma das maiores mudanças a forma como é programada a estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês). Essa técnica cirúrgica, que tem cerca de 30 anos, gerencia os sintomas motores da doença de Parkinson, como o tremor e a distonia, por meio de eletrodos colocados dentro do cérebro e conectados a uma fonte externa de eletricidade.

A eletricidade atrapalha e bloqueia o sinal anormal no cérebro, responsável pelos sintomas da doença de Parkinson e outros distúrbios de movimento. A quantidade de eletricidade, usada nos núcleos cerebrais mais profundos, é pequena e precisa. Para oferecer melhores cuidados, dispositivos permitem registrar o potencial local de campo (LFP) e usar essa informação de sinais, minimizando os efeitos colaterais de quando uma derivação era ligeiramente mal colocada ou colocada de forma subótima. Há também outros recursos de programação que permitem usar diferentes frequências em diferentes contextos, além de moldar ou direcionar a estimulação.

As imagens estruturais e funcionais do campo têm fornecido informações fundamentais para o planejamento da DBS. É possível descobrir quais são as estruturas e os efeitos totais da rede de estimulação nessas áreas, além de ter melhorado a compreensão sobre os componentes e as partes do cérebro responsáveis por certos sintomas, favorecendo a estimulação necessária sob demanda, ou seja, somente quando essa assinatura anormal for reconhecida no cérebro. Os sinais podiam ser registrados de forma profunda no cérebro ou no nível do córtex na DBS convencional, que era tão eficaz quanto, porém agora o registro pode ser no córtex ou ao mesmo tempo em que se estimula e procura por esses sinais, que são muito específicos. A DBS pode ser ativada e desativada sempre que for necessário, como quando, por exemplo, ocorrem os sintomas, quando a medicação não funciona ou se estiver funcionando muito bem.

Para ajudar a melhorar a programação na clínica prevendo quais contextos podem ser mais eficazes e para ajudar a localizar e posicionar as derivações no lugar certo, são procurados sinais específicos para sintomas específicos, permitindo uma melhor localização e um melhor posicionamento dos eletrodos da DBS, bem como os potenciais evocados do núcleo subtalâmico. Essas novas tecnologias permitem maximizar os benefícios e minimizar os efeitos colaterais. Num futuro próximo, uma estimulação adaptativa permitirá fornecer estimulação sob demanda específica para o paciente e para o sintoma, e com o avanço de neuroimagens, será possível compreender com mais profundidade quais redes estão sendo afetadas e quais são os melhores alvos nessas redes, sistemas e conexões.

Alguns destaques

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