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Cientistas já se preparam para pandemias no futuro

por Redação CPAH

Toda doença que surge na humanidade se torna alvo de uma série de estudos da comunidade científica. Além de entenderem os efeitos que aquela enfermidade pode causar, os especialistas também buscam encontrar maneiras de evitar que aquele mal assole novamente a humanidade.

Neste sentido, recentemente a professora da Universidade da Pensilvânia, Susan Weiss, participou de uma sessão plenária na AAIC 2021 e afirmou que muito do que se sabe sobre o coronavírus foi aprendido nas décadas de 1980 e 1990, quando um grupo relativamente pequeno de pesquisadores interessados naquele tipo de vírus descreveu sua biologia básica.

O interesse dos pesquisadores aumentou após 2002 com o primeiro grande surto de doença respiratória por coronavírus em humanos, lançando a era dos coronavírus humanos patogênicos:

  • Em 2002, o SARS-CoV foi transmitido de morcegos para civetas e de civetas para humanos. O surto durou cerca de oito meses e limitou-se principalmente à China e Hong Kong. A taxa de mortalidade foi baixa (10%)
  • Em 2012, o MERS-CoV foi transmitido de morcegos para camelos e de camelos para humanos, afetando principalmente indivíduos no Oriente Médio. A taxa de mortalidade foi alta (34%) e o vírus persiste, com novos casos em 2021
  • Em 2019, o SARS-CoV-2 surgiu (a via exata de transmissão não foi confirmada) e provou ser altamente transmissível: até julho de 2021 ocorreram mais de 193 milhões de infecções e 4,4 milhões de mortes em todo o mundo

Diante destes resultados, a professora ressaltou que uma melhor compreensão da biologia do coronavírus pode ajudar no desenho de melhores abordagens de tratamento.

Com as pesquisas já feitas, ela afirmou que alguns tipos de coronavírus entram nas células ao interagir com receptores na membrana plasmática, alguns passam por endocitose e alguns (como é o caso da SARS-CoV-2) usam ambos os métodos. Além disso, a terapia antiviral que bloqueia uma via de entrada não é eficaz contra um vírus que pode usar ambas as vias, e uma combinação de terapias antivirais pode ser necessária.

Mas então, como preparar a sociedade para os futuros coronavírus? Segundo a professora Weiss, é fundamental seguir as seguintes recomendações:

  • Desenvolver terapias antivirais para pan-coronavírus para que estejam prontas para surtos futuros e enquanto aguardamos novas vacinas
  • Dar continuidade ao desenvolvimento de vacinas, incluindo vacinas contra pan-coronavírus
  • Identificar e descrever outros vírus encontrados em morcegos e outras espécies

“Por fim, acho que é realmente importante apoiar a pesquisa básica de virologia, para que possamos continuar a aprender sobre como esses vírus se replicam e causam doenças”, acrescentou a acadêmica norte-americana. “Todo o conhecimento que obtivemos sobre o coronavírus nas décadas de 1980 e 1990, antes da SARS, foi realmente importante para entendermos essa pandemia”, concluiu.

Alguns destaques

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